quarta-feira, 1 de junho de 2011

#6

Quando você disse que me amava em partes, não levei como provocação, foi só teu jeito de dizer que nunca me amaria completamente. E quando eu disse que foi a coisa mais importante que tu tinha dito nos últimos três meses não foi desmerecendo o que foi dito, foi aceitando a realidade que tu me deu.
Se eu seguro tua mão e digo "tudo bem", é porque tá tudo bem, cansei de mentir faz tempo. Se tu me perguntar por que não, eu te explico, que pra você eu tenho paciência estendida. Se eu falo que é melhor, acredita, sei tão bem quanto a palma da minha mão, sei tão bem quanto sei que minha linha da vida é curta. E tu que já quis me dar a tua, pra ver se esticava a minha e posicionou sua mão e me fez dizer suas palavras mágicas e disse que tava feito, que eu era sua e fui. E sou até agora, até amanhã com certeza, até depois eu não sei mais. Até você.
Até você dizer que não, que resolveu mudar e que mudar faz parte e que pessoas partem e corações também. Até você voltar, até eu aceitar, até você sorrir e eu aqui de mártir. Se a carapuça serve então veste e se ficar justo demais, tudo bem, que eu te quero pequeno pra caber na minha intenção, numa canção, no til do ão que engrandece tudo.
Pequeno pra caber em mim. Que eu já não aguento toda essa gente grande me pedindo colo, me puxando o braço, me dizendo coisas, me guardando nãos. Não aguento essa gente que só quer a solução, então abre a tua mão, que eu sou tão pequena que tô aí escondida, perdida na tua linha do coração.

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