sexta-feira, 13 de maio de 2011

#5

Mil anos de choro alí. Calada, na chuva, em frente a qualquer coisa que me proporcionou mil anos de choro guardado.

Mil anos de choro copiosamente exposto, supostamente entendido e inevitavelmente recolhido pela chuva.

Mil anos de choro levados no bolso esquerdo da blusa dele.

Mil anos pra isso. Um mar de lágrimas.

Mil anos e nada mais que morrer na minha própria praia.

Um comentário:

Laura Ferreira disse...

Será melhor nos próximos mil? Quem sabe...