terça-feira, 13 de abril de 2010

Vamos falar sobre o que eu sei.

Hoje fez exatamente cinco dias, duas horas e quarenta e três minutos que eu te conheço por completo.

Milímetro por milímetro de uma mente cheia de tramas, um sorriso vivo que canta, dança e mãos que gesticulam mais que um mímico!

Seu corpo todo me disse bem-vinda! Não havia mais o que falar.

Te conheci num papo mais que furado, mas te reconheci pelo abraço, era o que eu estava procurando há tanto tempo...

Tantos absurdos que você diz o tempo inteiro e eu quero ouvir todos e eu quero já, porque tudo me parece tão urgente!

Me desatualiza de filmes, de música, da Internet, agora eu só quero ganhar meu tempo com você.

Diz o que te chateia que eu vou te mostrar todo o lado bom que o mundo tem, larga os cigarros, as garrafas porque hoje eu estou aqui só por você e mais ninguém, quero nossas mentes na mesma atmosfera e “te quiero” baixinho, no ouvido.

Hoje eu quero muito te encontrar, passei a manhã pensando nisso, não há dúvida no meu querer, não tenho tempo pra esse tipo de coisa que atrasa o andamento da vida.

Vamos falar sobre o que você gosta ou sobre o que faz mal, artes, drogas, baixaria, política, futebol, chuva, chuva demais, chuva que mata, vida, sobrevivência, anarquia, comunismo, anarquia quantas vezes quiser, vamos falar num francês barato “ne me quitte pas ou em qualquer outra língua, porque hoje eu quero todos os tons da sua voz colorindo o meu desenho.

Eu quero muito que seja verdade, que seja concreto e maleável, quero que seja as suas mãos tocando meus olhos como ninguém nunca fez, é maravilhosa essa sensação de enxergar o invisível com os olhos fechados. É o que você me proporciona. Sentir na alma o que nunca vai doer.

Você é inflamável e nada perigoso se tocado com o indicador antes dos outros dedos.

Eu vejo nas suas mãos o meu destino e então não há horóscopo, mapa astral ou cartas que me façam desistir dessa melhor parte.

Estou mais do que pronta.

Estou esperando.

E eu quero.

Pode começar.