segunda-feira, 1 de março de 2010

Yurei

O que está errado não é o que falamos, mas o que estamos sendo agora, mentindo e implorando por verdades inexistentes.

Não sei por qual verdade eu clamo, chamo por um nome sem reconhecer a face, então você vem desfigurada.

Qualquer coisa que eu não conheço, num corpo de cobra que se enrosca ao meu pra sufocar, com um sorriso falso, que chega acompanhado do som do chocalho bem ao fundo, lá de onde você esconde o veneno.

Não tem antídoto e é antiquado dizer isso, mas você não tem cura, obsedia e mata.

Eu já me perguntei, tem jeito? Não tem, é letal.

Quem morre pra você não tem escapatória, Umbral.

Seu amor é maligno e vem juntinho daquele baixo-astral suicida.

Queria tua cabeça pra pôr como troféu na estante, mas eu não consigo nem desviar meus olhos dos seus.

Medusa, por que me fazes assim prisioneiro desse mal-querer sem finalidade?

Por que persiste em chamar de reino um mundo em pedaços e faz de exército homens tão fracos por você?

Um a um e eles vão embora, porque seu amor destrói tudo que há em volta, é tão depredador à alma quanto à vida.

Depois de você nada resta.

Nada de bom resta.

Um comentário:

• YuЯi KiddO • disse...

muito bom!!! "Seu amor é maligno e vem juntinho daquele baixo-astral suicida."

eu li o título e ele não me disse nada. depois li o texto e fiquei pensando que esse texto poderia ser escrito por qualquer garota que cruza o meu caminho, porque eu simplesmente não sei fazer as coisas. aí fiquei pensando que Yurei pode ser o fato de alguém ter 'yurado', ou seja, ter tido algum tipo de relação comigo, porque é assim que as coisas acontecem no final. eu sempre estrago tudo. Nada de bom resta.

eu li o título e fui atrás do significado. acho que sou amaldiçoado.