segunda-feira, 29 de março de 2010

Dois.

Dizem que dois e dois são quatro, outros dizem vinte e dois, há quem diga que são só dois mesmo.

Eu digo que é uma questão de tato e referencial, que quando algo se completa, seja dois e dois, três e dois ou três e três, o resultado final é sempre um.

Nasceu de necessidades, quereres e poderes ilimitados.

Continua crescendo com muita ajuda, é uma criança que precisa de carinho e atenção.

Sou eu e um bocado de sentimentos em letrinhas.

E aqui eu e vocês somos sempre um.

Por dois anos já.

Um.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Your light shine for me

Sei o quanto importa e o quanto faz falta, todo aquele blablablá que é genérico de você

Ser, querer e todos os verbos que possam complementar esses de maneira a dizer todas as coisas que são sentidas são bem vindos

Rompendo laços, forjando contatos a longo prazo

Correndo para conseguir um espaço que nunca será preenchido de fato

Ultrapassando limites, pagando promessas e trapaceando nesse jogo todo

Bem-querer, Bem-querer é o que todo mundo espera

Um sinal positivo de que você não é só um holograma projetado pela minha mente, pela nossa mente

Uma dupla, tripla jornada talvez ao lugar onde você nunca deixa ninguém chegar

Que bom partido você parece ser de longe

É que assim, de onde está tudo parece mais bonito

Bancando o cego incompreendido, você não nos vê aqui?

Todas na linha de chegada ao mesmo tempo nos sacrificando por nenhuma recompensa

Tentando facilitar os sinais, quais sentidos você perdeu?

Posso te descrever todas as coisas que vejo e todas podemos perder alguma coisa por você

Eu sei que você quer acertar um alvo, então nós vamos ficar melhor posicionadas dessa vez

Bancando o cego incompreendido, você não consegue nos sentir?

Desde quando nossas palavras não chegam até você?

Rompendo barreiras, pulando obstáculos e perdendo tempo

Como você está esses dias?

Estive tanto tempo procurando o caminho certo, que me perdi do pote de ouro

Certo?

Pra mim você brilha feito estrela, talvez por isso eu não veja mais ninguém

A única coisa que eu estou tentando fazer chegar ao céu, então por favor, brilhe pra mim esta noite

Porque eu poderia realmente te descrever tudo que eu sinto, e todas nós poderíamos ganhar alguma coisa por você

Então brilhe por nós esta noite

segunda-feira, 1 de março de 2010

Yurei

O que está errado não é o que falamos, mas o que estamos sendo agora, mentindo e implorando por verdades inexistentes.

Não sei por qual verdade eu clamo, chamo por um nome sem reconhecer a face, então você vem desfigurada.

Qualquer coisa que eu não conheço, num corpo de cobra que se enrosca ao meu pra sufocar, com um sorriso falso, que chega acompanhado do som do chocalho bem ao fundo, lá de onde você esconde o veneno.

Não tem antídoto e é antiquado dizer isso, mas você não tem cura, obsedia e mata.

Eu já me perguntei, tem jeito? Não tem, é letal.

Quem morre pra você não tem escapatória, Umbral.

Seu amor é maligno e vem juntinho daquele baixo-astral suicida.

Queria tua cabeça pra pôr como troféu na estante, mas eu não consigo nem desviar meus olhos dos seus.

Medusa, por que me fazes assim prisioneiro desse mal-querer sem finalidade?

Por que persiste em chamar de reino um mundo em pedaços e faz de exército homens tão fracos por você?

Um a um e eles vão embora, porque seu amor destrói tudo que há em volta, é tão depredador à alma quanto à vida.

Depois de você nada resta.

Nada de bom resta.