domingo, 30 de agosto de 2009

The Moon Dancer

Ela com os pés no chão, ele com a cabeça num espaço qualquer, Astronauta, Bailarina não dança na lua não.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Only one smile, hug or you

Dia quente, chato e inutilmente tranquilo, dia típico.

Dia cansado que se rasteja por horas que custam a passar.

Ninguém pra dizer o quanto você é importante e quanto faz falta.

Hoje é um dia ruim pra falar da falta que dá de tudo, por isso mesmo são sempre dias assim que ganham esse direito à melancolia interna da gente.

Queria saber mesmo dessa vida o que ela espera de mim, porque eu sempre tenho que dar o primeiro passo pra tudo? Eu não sou esse tipo de pessoa que faz esse tipo de coisa, eu sou aquela que apóia e faz com que aconteça e dê certo, mas eu não estou sob os flashes e holofotes, eu simplesmente estou lá e é o que importa não é?

Eu posso ganhar um sorriso, um abraço, uma saudade sua sem ter que pedir? Sem ter que dizer que eu sinto saudades também ou que eu já senti saudades o bastante? Que eu já esperei bastante? Que eu sou fraca o bastante pra dizer tudo isso, mas que eu sou forte o bastante pra não dizer boa parte disso pra você?

Eu senti a sua falta durante todos os dias em que esteve longe, inclusive agora, eu sinto falta do antes, do durante e depois eu lembro milhões de vezes as mesmas passagens, tentando buscar o seu toque.

Só hoje, fala pra mim o que se passa na sua mente, deixa eu tentar adivinhar qual é a cor de hoje que tu mais gosta, qual a música que está cantarolando antes de sair de casa, me mostra a estrela que mais brilha e me diz porque assistir a filmes tão chatos.

Me diz o porque daqueles dias todos de espera, se era pra estar aqui de novo, na estaca zero, no lado errado, na hora errada, tudo de novo, então sou eu e você e nossos constantes erros se repetindo a todo momento.

Me faz entrar numa aposta de felicidade e usa dois dados viciados, viciados em você, você ganha, sempre ganha.

Eu cansei de não saber de nada, qualquer um sabe mais de você do que eu e eu não quero essa calmaria de esperar você voltar por nada, da mesmice que é só sentar no banco da praça e olhar os gatos que se aconchegam pedindo um pouco de carinho feito eu.

Então quando for voltar novamente não precisa avisar, não faz diferença eu estar ou não, eu vou melhorar disso tudo, foi só um dia doído, foram só dias quentes em que as horas se arrastaram até que a chuva voltasse a cair.

Foram só dias terríveis sem ti, só isso.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Something

Tava na época de pensar em porques e respostas pra tudo o que não conseguia entender pelas simples explicações humanas de que tudo acontece com um propósito, o da evolução.

Ou qualquer coisa do tipo, até ontem não entendia que evolução é de dentro pra fora e que às vezes nem chega a sair.

Então você tem sempre que estar sozinho em uma sala lotada porque você cansou de se perguntar onde estão as respostas das coisas que ninguém entende. Eu sempre estou com você, observando, e essa não é uma resposta, nem uma pergunta, é só uma nota de rodapé dizendo que você pode cair quando quiser.

Eu posso te contar sobre as melhores pessoas que eu conheci e quais foram seus maiores erros, mas ser onisciente nem sempre é suficiente. Eu posso saber de tudo e me sentir tão incompleta quanto qualquer outro ser do universo. Porque quando não se têm respostas e não se têm perguntas, eu não sei o que esperar de mim.

Lá fora tá escuro, frio e todas as luzes que meus olhos podem ver são amarelas e artificiais.

Aqui dentro consegue ser tão escuro e frio quanto círculos polares ou invernos turqueses.

Desde o começo desse inverno não consigo me lembrar do último solstício de verão.

Você me disse lentamente -Não confunda meus amores com suas paixões semanais – Então eu gelei e permaneci assim.

São aquelas perguntas sem respostas que ninguém entende.

Eram nanquins, A3 , A4 e guardanapos espalhados, mas muito bem organizados na costumeira desorganização.

Foi quando me comparei ao papel que me vi orgânica e frágil.

Rabiscada e em decomposição.

domingo, 2 de agosto de 2009

Use Somebody

- Você sabe, eu poderia usar qualquer um pra me livrar de problemas.

-É.

-Alguém como você, eu podia usar também.

-Não adianta comigo.

-Não adianta mais, eu sei, mas eu podia usar qualquer um e eu não fiz.

-Isso acontece sempre?

-Isso o que?

-Se apaixonar pelas suas vítimas.

-Você foi um erro, só isso.

-Tá, vítima, erro, como queira.

-Não me apaixonei por você.

-Então me usa.

-Não adianta mais com você, não faz mais o efeito esperado.

-Desesperado você quer dizer, quer melhor efeito que esse? Me deixa lá no teu sofá e me leva pra passear às vezes que ta tudo bem pra mim.

-Eu não sou capaz de cuidar nem de mim, toma teu rumo e viva, porque o que me resta agora é desaparecer.