sábado, 16 de maio de 2009

There's reasons why it's hard

Hoje, exatamente, fez um ano e dois meses do último “eu te amo” que recebi de ti.

Não faço questão de contar o tempo que passou, mas calhou de ser hoje.

Vou contar um segredo e que fique restrito, a mim e a você.

Não é sempre que eu gosto de você.

Desculpe.

Não leve pro lado ruim, mas é que nem sempre você consegue ser da forma que eu guardei.

É como se eu tivesse me empenhado em construir um grande quebra-cabeça num dia para que no outro ele tivesse se desfeito sozinho.

Talvez seja errado gostar como eu gosto, porque só é o bastante quando é do meu jeito, mas é muito melhor também.

Não é o melhor dos amores, mas ainda é amor, ainda é...

Então eu não desisti, por isso resolvi te dizer que, ainda há uma chance para nós, só que eu tenho que mudar dessa vez e há muitas razões pra ser tão difícil, mas eu acho que se formos fortes...

Disseram-me para eu libertar as reticência ou um dia elas me deixarão só, sozinha.

Quando eu resolvi fechar todas as janelas que davam pra
você, deixei a porta aberta pra caso precisasse de
socorro ou de te socorrer.
Não foi a melhor das saídas, mas ainda estou na fase de
reticências infinitas.

Tentaremos não depender de outras pessoas.
Nos bastaremos.
 
Mas primeiro você deve contar as gotas de Saturno em
meus cabelos até que eu consiga por todos os anéis
em seus dedos.
 
Então quando chegar o outono nós floresceremos.
 
Terá completado três anos, não saberemos de que
exatamente, mas haverá algo pra comemorar.
 
Nós sentaremos e conversaremos por longas horas e
você dirá que sentiu minha falta enquanto esteve na
busca por si mesmo lá fora e eu sorrirei.
 
E depois de tantos primeiros passos, depois de tanta
estrada batida e rebatida, depois de erros e
desencontros, depois de você se reencontrar, talvez eu
possa ouvir aquele –eu te amo- que se perdeu antes
da jornada começar.
 
Um dia fará sentido.

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