domingo, 17 de maio de 2009

People never understand

-E então, você contou pra alguém sobre nós?
-E o que eu teria pra contar sobre nós?
-Eu não sei, você segurou a minha mão e foi por
vontade, não foi?
-Não sei, quer dizer, não lembro, acho que
segurei algumas mãos e algumas mãos seguraram as
minhas, como vou saber ao certo quais mãos segurei?
-É que eu achei que... Ah que bobagem, é verdade,
tinha muita gente lá e é incrível como você
conhecia todo mundo!
-E você foi embora cedo demais, mas o que você achou?

-Estou sempre deixando as pessoas. Desculpe.

-Tudo bem, mas o que você achou da festa?
-Eu achei que seria mais fácil ter ficado com as mãos
nos bolsos.

2 comentários:

a vista de um ponto disse...

que legal.
Isso é de algum livro, ou vc que criou?

• YuЯi KiddO • disse...

Gostei muito da sua interpretação do It Never Entered my Mind (Sinnerman)! e não se prenda em certo e errado, eu não escrevo para ter certo e errado. gosto que as pessoas pensem o que elas quiserem pensar; de brincar com a imaginação e deixar rolar sabe?!
é que nesse caso deste texto eu queria uma releitura de quem lesse porque, pode não parecer, mas ele é extremamente pessoal. achei que seria um bom exercício.

e sobre o layout hauhaua eu não sou exigente, só dei minha opinião. também cansei já do meu layout blogspot, mas fazer o quê! eu sei escrever em português, a alice em inglês, mas nenhum de nós dois manja htmlês!

=**