sábado, 25 de abril de 2009

Rues, avenues et allées

Estava no ônibus, na janela, como sempre.

Olhar pras pessoas no ônibus pode ser frustrante, sempre espero um sorriso amistoso, nunca recebi até hoje, mas já dei e não foi retribuído, por isso prefiro ficar na janela, olhando o transitar das pessoas, mas não consigo deixar de sorrir completamente no ônibus, porque parece que ele me leva pra liberdade, liberdade do que eu já conheço, não pode ser de todo ruim algo que te traz ‘liberdade’.

Estava pensando no quanto as pessoas são descartáveis.

Tem vezes que fazer de uma pessoa algo descartável traz liberdade, por mais cretino que isso possa parecer.

Não me leve a mal, mas somos todos um, enquanto um precisa do outro, enquanto há alguma ligação, enquanto pelo menos dois, ainda se importam com algo em relação ao outro.

Pessoas são descartáveis e são substituídas a todo momento.

E isso é normal, tão normal quanto eu junto à janela de um ônibus, é tão normal que você já fez, faz e vai continuar fazendo e isso talvez te traga mais liberdade.

Querendo ou não as pessoas são só pedaços na tua vida, nenhuma, repito, nenhuma será a própria vida, por mais que haja um desejo mútuo, por mais que haja razões.

As pessoas passam nas nossas vidas como atravessam ruas.

Passam aos montes, devagar, correndo, algumas a gente atropela, algumas a gente socorre, outras só deixamos passar.

2 comentários:

Zé disse...

Um amigo meu tem uma teoria sobre um livro azul (nossa vida).
Este livro é limitado e tem limite máximo de páginas... se deixamos de ver ou usar alguma página a subistituímos por uma outra ....

• YuЯi KiddO • disse...

se alguém não te sorriu de volta talvez seja porque esse alguém já teve um sorriso perdido como o seu.


comentei por aí...