domingo, 12 de abril de 2009

Oco.

-Agora me diz se não é filantropia o que pode ser?

-É qualquer coisa, mas nada que se compare à caridade!

-É apego? É o medo do desapego? É medo da solidão? Me fala o que é, porque não é amor e eu não sei o que ainda nos une...

-É o jeito como eu amo e se você não acha bom o bastante, você tem todo direito de acabar com ele...

- Você é oco e deve achar que todos são iguais a você, mas eu preciso sentir, eu preciso ouvir as coisas que você não diz, porque eu tenho um coração e ele não quer ser mais seu.

-Você esqueceu de frio, eu sou oco e frio, está -15º aqui dentro ou menos.

-Não é hora pra ironias, nem piadas do que não é engraçado.

-Você quer que eu te dê o seu carinho, o seu amor, você quer tudo em proporções iguais, mas eu não sou você e se você quer um amor assim, não espere de mim, não imponha, não desmereça o amor que recebe e se ainda for pouco se dê amor e se torne completa.

-Só isso que você acha que eu preciso?

-É só isso que você quer no momento e é o que me falta, não posso dar o que não tenho.

-Não tem amor, nem um mísero aroma de amor?

-Completamente oco por dentro.

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