domingo, 26 de abril de 2009

Não sai de mim

Enquanto minhas retinas captarem um fio de luz sequer

Haverá em mim a fotografia do mundo

Visto de cabeça para baixo

Quimericamente revirado dentro de um ser

O ato de ver é quase dever

Enquanto ao não se poder ver, sentir é o que resta

E nesse passa de resta-não-resta

Sobram tantas coisas que nenhuma presta

Enquanto o sol torrencial servir de luz reveladora

E a rua for um quarto de revelação

A relevância do mundo será revelada

A olhos nus e de uma maneira simbólica

Desnecessito do que é comum

Descompreendo o que é de fácil entendimento

Não te julgo, nem te repreendo

Mas não te revelo nesse meu mundo tão vasto em contra-senso

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