quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Je suis six heures de soleil, six heures, heures...

Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou, literalmente, eu nem sei se seria capaz de lembrar cada passo que levou a tudo isso, o início, o fim ou o meio.

Um desejo singular, secular, inflamável.

O amor tem várias vias, todas de mão-dupla, que seguimos a três e alguns intrusos.

Eu não passo de um brinquedo desmontável, meio descontrolado, que tu chama quando o tédio, ao som de City and Colour, tenta te atacar.

Eu sou um carro desgovernado, em alta velocidade, mas tu se deixa atropelar e então eu te mostro a dor de amar, a dor do amor que nem sempre a gente dá.

Te dou um trevo de cinco folhas, que é muito mais raro, te travo, te pasmo, do jeito que eu quero, mas no fim tudo é remediável e esse mundo curto, de tempo e espaço, me traz a notícia, de que o efeito acabou.

Então a voz ao telefone, dessa vez diz: “Desista disso, desista disso, mas escreva algo que te lembre disto, você resolveu não ligar, mas não vale fugir pra esquecer”.

Me diz onde é a parada final, na escala lunar eu escolho a lua nova, que é pra ver se renova essa fase de esperas.

Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante.

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