sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Chère Grand-mère

Eu não queria nada mais do que estar aí agora, que você realmente precisa.

Porque quando a gente vê, pode ser a última vez.

E já faz tanto tempo desde a última vez.

Oito anos talvez?

Porque eu tenho medo do “nunca mais” não ser exagero.

Sei que são milhares de quilômetros, mas eu espero chegar aí o quanto antes.

O problema não é a distância, mas o quanto ela é capaz de separar.

Sinto muita falta, muita mesmo, me desculpa pela ausência.

Espera por mim minha querida, espera que um dia eu chego aí, nem que seja a pé, nem que eu vá em balões, nem que eu mate leões, mas eu vou te ver novamente.

Tem uma parte sua em mim, tem uma parte minha que vai chegar aí.

Tô sofrendo tanto quanto meu silêncio é capaz de comportar, mas vai passar.

Aguenta firme, te quero bem.

Um comentário:

Cleber Vaz disse...

Olá, sou um desconhecido... Desses que transitam pela internet, nas madrugadas de quinta ou nos recessos de sexta. E foi bem assim, eu não sei por qual link cheguei aqui. Mas gostei da sua linha de escrita e queria avisar que cativou um leitor(ou quase isso)abraço.