sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

I love you 'till the end

Nós somos a parte boa um do outro não é?

-Você realmente acredita nisso?

-Sim.

-Então nós somos.

-O que nós faremos?

-Não faremos nada.

-Nós não poderemos ficar juntos, isso é o que me preocupa. O momento é tudo que temos.

-Aproveite o momento.

-É nosso direito?

-É quase um dever, se você não aproveitar, na verdade não acontecerá nada, mas você vai ficar imaginando como seria... Imaginar nem sempre é bom, mas faz parte do processo.

-Eu só estou aqui por você e se você se importasse...

-Eu me importo.

-Então me dê uma razão pra ficar...

-Você pode...

-Não quero escolhas, eu quero apenas uma razão vinda de você e não inventada por mim.

-Eu passaria minha vida inteira com você e te daria um filho, eu te amo e pode parecer precipitado, mas é de verdade. Essas são as minhas razões pra ir atrás de ti se você for embora, mas se o suor das minhas mãos não mostrarem sentimento suficiente, se o tremor nos meus lábios antes de pronunciar cada palavra não for verdadeiro o suficiente, se você não pode sentir as explosões que acontecem dentro de mim a cada abraço que te dou ou penso em dar, eu não insistirei para que fique. Mas se você achar que tudo que lhe digo é verdade, se algum dia meu sorrido te fez sorrir, se os acordes do meu violão fazem teu coração vibrar a cada nova canção, por favor, fique, e eu te darei razões para jamais se arrepender, eu vou te amar até o fim.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

P.S.: I love you.

Natal nunca foi minha data comemorativa favorita.

Na verdade, eu nem tenho uma data comemorativa favorita, os dias são só dias e eu espero que cada dia possa ser especial de alguma forma.

Nesse Natal eu me dei um presente, que já estava namorando há muito tempo.

O livro Imagine – Crescendo com meu irmão John Lennon.

O livro foi escrito pela meia-irmã dele, Julia Baird.

Depois de muito tempo olhando para o livro, sem coragem de abri-lo, é que ele é como um tesouro para mim, adormeci.

Meu presente de Natal veio em forma de sonho.

John Lennon estava em minha frente e ao som de Love Me Do ele me disse:

-All you need is love, love, love is all you need.

E sorria enquanto eu olhava em seus olhos.

Eu pude então ter a sensação de olhar nos olhos de John Lennon.

Foi muito real.

John Lennon, você foi meu melhor presente de Natal.

Eu posso ser uma garota de quase dezoito muito boba, mas com certeza, nenhuma garota poderia entender o que eu estou sentindo.

Eu não vivo de ilusão, eu não vivo de sonhos, mas se todos os sonhos fossem assim, eu não ligaria de viver neles.

O que importa se alguma coisa separa, se todas as coisas mais importantes, ninguém pode te tirar?

Acho que o John Lennon só queria me mostrar uma coisa, eu entendi John.

Obrigada por aparecer e por me fazer ver que amor é tudo de que se precisa.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Innombrables échecs

-Você faz idéia de quantos corações quebrou?

-Nem imagino...

-O meu não foi o primeiro e com certeza não será o último. Que jornada longa essa de quebrar corações...

-Cansativa também, mas eu posso consertá-los!

-Não pode, quem quebra um coração não pode consertá-lo.

-Por que?

-Você vai esquecer pedaços, talvez os que ficaram na sola do sapato ou que caíram um pouco mais longe.

-Eu não sou mais assim, eu posso cuidar de um coração sem quebrá-lo... Eu achei meu coração!

-E onde estava?

-Atrás do sofá por todo esse tempo...

-Perto demais pra enxergar.

-Demais...

-Definitivamente, você sempre vai deixar corações danificados...

-Essa é a minha sentença?

-Não, foi a sua escolha.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Socorro - Arnaldo Antunes

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma,
Mesmo que penada,
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor,
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração,
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter
Algum que sirva
Socorro, alguma rua que me
dê sentido,
Em qualquer cruzamento,
Acostamento,
Encruzilhada,
Socorro, eu já não sinto nada
Socorro, não estou sentindo
nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Nem vontade de chorar
Nem de rir
Socorro, alguma alma,
Mesmo que penada,
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor,
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração,
Que esse já não bate nem apanha,
Por favor, uma emoção pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter
Algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter
Algum que sirva



terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Future délavé

Repreendem-me pelo meu pessimismo, mas como ter uma visão otimista da vida, quando sua próxima parada é no setor de psiquiatria?

Comparações são inúteis e injustas, mas fazem a todo momento.

Vendo os anos passarem, se perde toda a esperança.

Estou apenas tentando ficar em pé por mais um dia.

Diga que é benigno e tentarei sorrir.

Eu tento guardar todos os tons de verde que posso.

Pra que?

É que eu gosto muito de verde.

-

"Na maior parte do tempo eu não me divirto muito. O resto do tempo eu não me divirto nada." - Woody Allen.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Chère Grand-mère

Eu não queria nada mais do que estar aí agora, que você realmente precisa.

Porque quando a gente vê, pode ser a última vez.

E já faz tanto tempo desde a última vez.

Oito anos talvez?

Porque eu tenho medo do “nunca mais” não ser exagero.

Sei que são milhares de quilômetros, mas eu espero chegar aí o quanto antes.

O problema não é a distância, mas o quanto ela é capaz de separar.

Sinto muita falta, muita mesmo, me desculpa pela ausência.

Espera por mim minha querida, espera que um dia eu chego aí, nem que seja a pé, nem que eu vá em balões, nem que eu mate leões, mas eu vou te ver novamente.

Tem uma parte sua em mim, tem uma parte minha que vai chegar aí.

Tô sofrendo tanto quanto meu silêncio é capaz de comportar, mas vai passar.

Aguenta firme, te quero bem.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Drew Barrymore & Hugh Grant - Music and Lyrics

-É... Desde essa época, quando eu pego uma caneta eu sou assombrada pelas palavras que ele escreveu, tipo: “Ela era uma mímica brilhante... Ela era uma imitação de escritora. Vazia e inexpressiva.”

- Não pode dar ouvidos a um cretino.

-Ele não é cretino. Ganhou o prêmio de melhor livro do ano!

-Então busque a melhor vingança, componha um sucesso.

-Sinceramente, eu não acho que uma música pop não vai impressionar Sloan Cates.

-Ah! Claro que não, o pop é pra idiotas, dementes, que só sabem usar drogas...

-Eu não quis dizer isso...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

É a lei

Uma onda transporta energia, mas não transporta matéria.

É a lei.

Pode ser mecânica, longitudinal, tridimensional, sonora transversal...

Pode percorrer campos elétricos ou magnéticos.

Mas independente da sua freqüência, velocidade ou luminosidade...

Não se propagam no vácuo.

Esqueçamos o eletromagnetismo.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Les choix et les solutions

Sabe escolhas?

Aquelas coisinhas que você e só você pode decidir?

Elas aparecem sempre pra mim. E da pior maneira possível.

Quando eu estou desprovida de qualquer recurso que me faça tomar uma decisão pra sair

daquele é ou não é.

E quando eu penso que pra acabar com tudo só depende de mim, que já decidiram e que a mim só basta tomar as atitudes de aceitar ou não aquilo que decidiram, chegam outras decisões pra tomar.

Eu não gosto de tomar decisões que envolvam sentimentos, ainda mais os meus e eu odeio tomar decisões precipitadas ou por impulso.

Odeio ser impulsiva.

Eu me importo com os outros, mas a facilidade de regeneração deles é bem maior que a minha.

Eu tomei decisões precipitadas hoje e eu disse muitas besteira eu devia ter parado quando você me alertou, mas eu continuei, eu não sabia o que dizer e acabei falando demais, você não sabia o que fazer e não fez nada.

Eu simplesmente odeio o modo como nada me faz sorrir completamente.

Eu terminei tudo com um tchau e ainda ganhei um beijo.

Eu só preciso conseguir.

24 dias, 4 semanas e deixa eu esquecer do relógio marcando horas, minutos e segundos.

Se não tiver jeito então fica distante.

Eu só preciso de uma escada de emergência, meu coração está pegando fogo e o dióxido de

carbono embaça a minha visão.

Deve ser por isso que o amor é cego.

Alguém me salva por favor? Está me intoxicando e não, eu não me sinto nada bem.

Eu não fui totalmente sincera, mas também não menti.

Omitir é o meu pior erro, quase como mentir pra mim, uma mentira que tá na cara, mas que teimo em acreditar.

A minha escolha é sempre a mais difícil, por mais simples que possa parecer.

Eu não menti, mas me enganei. Pra variar.

-

-Eu quase morri hoje!

-Mentira...

-E se fosse verdade?

-Mas não é.

-Se fosse você não ligaria né?

-Não fala besteira!

-Então qual seria sua reação?

-Quer que eu fale que choraria?

-Se você sentisse minha falta bastava.

-Você é tão boba que me diverte.

-É, eu quase morri hoje, de verdade.

-E qual foi a sensação?

-Eu só pensei em você.

-Obrigado.

-Não precisa agradecer, é involuntário.

-Mesmo assim. Obrigado.

-De nada.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Últimos e primeiros

Não importa sobre o que é, o importante é que tenho algo a dizer.

Primeiros são primeiros.

Últimos nunca serão os primeiros.

O tal ditado “Os últimos serão os primeiros”, é pura lorota, conversa de perdedor.

E como um perdedor tem que ter pelo menos a coragem de se dizer perdedor, aqui estou eu.

Uma perdedora parcial (por causa da idade), mas que não se faz menos ou mais gloriosa entre os perdedores por isso.

Não, não é a vida, não é destino, nem o pobre do Murphy e suas leis... É algo que vem de cada um e por isso mesmo varia na intensidade.

Sorte é algo que um perdedor só ouvirá se a mesma vier acompanhada de palavras negativas do tipo (sem / não / nenhuma), podendo ser intensificada com o uso de advérbios de intensidade do tipo (muito, bastante, excessivamente ex.: Muito sem sorte.) , pra piorar todo o conjunto e pra fechar tudo com chave de ouro, aquela belíssima exclamação que de nada agrada aos menos sortudos.

Acontece que, sendo um infortúnio ou não, é algo do qual não se pode fugir, em certos casos nem evitar, na realidade, em muitos dos casos.

Os últimos (que não serão primeiros, ratificando), atraem todos os tipos de acidentes, desde um tropeção ou pancada na quina da mesa, até um incêndio involuntário, se o cara tiver um pouco de sorte, a casa ainda é a dele!

Se sorte estivesse à venda por aí, provavelmente já teria acabado em todos os estoques. O número desses seres “ímãs de acidente” pode ser assustadoramente grande. E grande parte dos mesmos, terrivelmente alheios a sua condição de “risco”, tanto para eles, quanto para as pessoas ao seu redor.

Além de ter que conviver com isso durante toda sua jornada terrestre, essas pessoas ainda tem alguns traumas para superar, coisas impostas a elas pela sociedade e blábláblá...

Primeiramente, ao ser criança, dizem que podem ser qualquer coisa... Engano. Os últimos serão aquilo que pode colocar em risco o menor número possível de vidas, se for só a vida dele, melhor ainda.

Segundo, ao se tornarem adolescentes, dizem a eles que podem sim se enturmar, se for do desejo dos mesmos. Mais um engano. Os últimos se “agregam” em alguma turma de rejeitados e conseguem ser os mais rejeitados dos rejeitados... E se por um acaso da vida entrar num grupo de sortudos, com certeza eles colocarão tudo a perder no menor tempo possível, com a esperança de pelo menos entrar no Guiness, ou no jornal da escola.

Terceiro, ao se tornarem adultos e acharem que mais um trauma pode lhes quebrar em vários caquinhos mínimos, o que tornaria quase impossível uma junção completa daquilo que eles aparentam ser, são novamente enganados. Mas agora de uma forma diferente e terrivelmente bruta. Parece que todos os sortudos resolveram se vingar deles... Uns perderam o grande jogo de futebol na olimpíada interescolar, alguns tiveram seus vestidos rasgados porque um desajeitado projetou todo seu peso na barra desse vestido durante uma queda-livre espontânea e outros tantos que foram vítimas dessas aberrações de natureza desconhecida. Por bem, parece que todos resolveram descontar as antigas pendências e não precisa ser necessariamente com o abominável que as praticou, pode ser com um outro abobalhado, só pra ter o prazer (coisa muito fugaz pros menos afortunados), e daí se vingam de diversas formas. No namoro, no trabalho, no casamento, na família, na feira, no ônibus, na padaria, no aluguel, na empresa, num passeio, no zoológico, no restaurante, o garçom, o chefe, o cônjuge, amante, a sogra, os filhos, os enteados, a barra da calça, o copo quebrado, a tachinha no tênis, a máquina de lavar, a antena da tv, a falta d’água, o cachorro do vizinho, o gato, o desnível da rua, o cartão de crédito, a conta de luz, o buffet, a Internet, a caneta, o dinheiro, o stress, a chuva, o sol, a pressa, a ansiedade, o medo, a ausência, a persistência, a saudade e no fim, tudo é culpa da falta de sorte.

Não é o dia que tá ruim, não é o ano que foi pior, é como um feitiço, praticamente uma praga, é quase insuportável, e eu sei do que digo. Faço parte dessa massa e como disse, eu tenho a coragem.

Por fim, uma pessoa desse tipo pode ter tudo o que quer, pode chegar onde sempre sonhou, mas aquilo nunca será dela por muito tempo... E não diga que não era pra ser, depois de tanta falta de sorte, o risco que representamos pode ser duplicado quase que instantaneamente.

Eu digo quase, dependendo da SUA sorte.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

"eu tô por aqui..."


- Enfim a tempestade deu uma trégua, tão justa quanto esperada. Agora eu já posso ver os céus trazendo minha recompensa dourada. O sol que outra vez entra em cena traz a luz de ouro para os que não afundam nunca, e as predadoras barbatanas que antes rodopiavam com o meu sangue entre os dentes agora avançam querendo comigo brincar e brincar...

Tubarões podem ter se transformado em golfinhos, mas eu não mereço nenhuma recompensa pelo fim da tempestade, pois a sua amizade já é tão cara e valiosa pra mim, que justifica por si só todo o meu esforço por você. 

--_

Camillo Landoni