domingo, 15 de junho de 2008

Ele vai voltar...

A mente aberta e o coração tão leve... Não lhe trouxe amor, não deixou rancor, apenas lacunas vazias. Não desapareceu, só adormeceu em um de seus sonos mais profundos. Não voltou como antes e apesar de tão distante ainda sorria, um sorriso largo, mas um olhar vago como as lacunas que deixou um dia... Tinha uma vida plena, com alma serena, uma personalidade forte e decisões ligeiras. Tinha um blefe tão bem feito, constantemente ator de si mesmo. Ele era a valsa mais bonita e não sabia, era um TUDO no meio de tanto nada, mas não podia se perder de sua jornada. Ele era forte e iria prosseguir, chegou até a prometer que qualquer dia voltava... voltava a ser ele mesmo.
Texto de: Juliana Marques

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Quando se pode tudo?

Posso ficar tentando ou agir de uma vez.
A pessoa pode aparecer e ir embora assim, feito promessa de burguês. Pode até querer ficar de vez ou querer me levar para ver as estrelas sob o céu inglês. Eu posso querer me entregar e não mais voltar, ir pelos quatro cantos desse grande mundo oval. Ele pode me aceitar e me carregar com ele feito pedra preciosa. Podemos carregar um ao outro, feito bambaquerê do sul tchê.

Essa pessoa pode não aparecer hoje. Eu posso rejeitá-la amanhã. Eu posso ir atrás agora. A reciprocidade pode sumir em um piscar de olhos.

Posso até ficar esperando. Já o fiz tanto... Que nem dói mais.

Texto por: Juliana Marques Imagem de:Kurt Halsey

Medo de que?

Alguém chegou; a viu fumando... ---- -Tem um cigarro? --- Respondeu com um 'ahan' tímido e um olhar discreto, mas inconscientemente encantado. Tinha dinheiro suficiente para mais dois cafés ou três. Achou tão estranho tal pensamento, se constrangeu, dois pés atrás, se afastado passo-a-passo, tomou seu café sozinha, sem 'ahans', nem encantos, só cigarros. ---- Se foi medo, medo de que? Foi seu café mais amargo. ----
Texto por: Juliana Marques
Imagem de: Kurt Halsey

sábado, 7 de junho de 2008

Ele?

O que dizer dele...

Ele é o cara que eu conheci no outono de folhas caindo e brisa no rosto...

Ele varia de novela mexicana a clássicos de Hollywood.

Ele é meu ponto G,H, I... Meu ponto de interrogação!

Uma esfinge, um tesouro, todas as notas musicais.

Ele é um conto de Poe.

Ele é o menino que eu conheci na primavera de múltiplas cores e sentimentos...

Ele é o menino que me conta histórias de galáxias invadidas...

Que lê gibis e luta com Darth Vader.

Ele é o Peter Pan sem uma Sininho...

Ele é os sinos que tocam quando acontece algo especial.

Ele é o rapaz que eu conheci no inverno mais gélido...

Ele é o rapaz que chegou atrasado no castelo da princesa.

Ele é o rapaz da armadura frágil, que tenta se proteger dos espinhos.

Ele é o Ladrão de corações.

Ele é o amor que eu encontrei no verão de amores de verão duradouros...

Ele é a cor e o sentimento.

Ele é o cinema mudo mais falante.

Ele é meu A,B,C constante.

Ele é e nada mais...

Texto por: Juliana Marques.